Sobre Comprometer-se

Sobre Comprometer-se

Se tem uma coisa que está em falta hoje em dia é o tal do comprometimento. Aquele que se pede nas entrevistas de emprego, que se exige nos relacionamentos e que poucos conseguem ter...

E porque será que comprometer-se com algo ou alguém é tão difícil? Na verdade, difícil não é, o que esse comportamento exige é um envolvimento que vai muito além do interesse individual. Faço isso porque quero, saio com alguém porque “tô afim”, respondo um whatsapp porque foi visualizado ou simplesmente não respondo porque não há mais interesse. De fato tudo nessa vida é troca, mas com tanta informação e tecnologia as pessoas não sabem mais o que lhes interessa. É tanta coisa acontecendo, tanta gente pra conhecer, que fica difícil se comprometer com um único alguém, um projeto ou um trabalho, por exemplo. E no meio disso tudo cria-se indivíduos perdidos, perdidos de si mesmo e do que realmente querem.

Seria muito mais fácil se desde pequenininhos fôssemos ensinados a entender e compreender a nós mesmos. “Ahhh, mas isso é muito complexo!”, é o que muitos diriam.  Complexo é quando a criança cresce e se torna um adulto desconectado de si mesmo e do mundo, incapaz de se envolver com as pessoas porque nunca se comportou de outra forma, nunca lhe ensinaram uma forma diferente de se relacionar.

Pessoas empáticas desenvolvem essa habilidade de tentar entender o que se passa com o seu semelhante desde cedo. É de pequeno que se inicia muitas coisas na vida, e o comprometimento não fica fora dessa. É ensinar seu filho a dar bom dia as pessoas não como um comportamento rotineiro, mas como sinônimo de importar-se com o outro que está presente.  É mostrar a elas que ao realizar simples atividades domésticas (elas podem sim fazê-las!), influenciam a vida de todos que moram na casa.

É mostrar as crianças que elas podem e devem sentir diversas emoções e que é muito saudável compartilhá-las com os outros, seja em momentos bons ou ruins, independente se é menino ou menina. E nesse momento, escutar e confirmar o sentimento de seu filho o faz crescer mais seguro, acreditando que ele sabe o que pensa e o que sente, capacitando-o a para as inúmeras situações difíceis da vida. E é também respeitar, acima de tudo, fazendo-o perceber que cada atitude corresponde uma responsabilidade, e que, entre fazer ou deixar de fazer alguma coisa, a escolha final é sempre dele.

 Passar esses valores aos pequenos é de fundamental importância para termos um mundo melhor, seres humanos melhores, empáticos e comprometidos. A raposa do Pequeno Príncipe já dizia: “Tu é eternamente responsável pelo o que cativas.” Vamos fazer com que as crianças leiam essa frase e compreendam o que de fato ela significa, colocando em prática e não apenas guardando o livro na gaveta.

 

 

Algumas referências Bibliográficas:

- Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Daniel Goleman, Editora Objetiva, 1995.

- Por que sofremos tanto? Como lidar com drama afetivos, angústias e depressões. Lourdes Possato. Lúmen Editorial, 2013.

 

 

 

 

E aí, o que achou? Você já parou para pensar sobre como anda o seu comprometimento com as pessoas, com as situações, com a sua vida? 

 

 

 

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