Filhos, uma eterna Paciência!

 

Se você tem um filho ou filha, sabe bem o que estou dizendo. Se ainda não tem, vá se acostumando com essa ideia pois a paciência será sua aliada para todo o sempre.

Ter paciência é algo que já necessitamos em vários, ou em quase todos os momentos de nossas vidas, mas quando os pequenos estão presentes torna-se um desafio diário para a convivência com eles.

A cada fase que vão passando eles demonstram comportamentos novos, caraterísticas próprias de suas personalidades e um descobrir o mundo constante. A infância sem dúvida é uma fase de descobertas, de adentrar por histórias e caminhos novos e nada mais pertinente que os pais estejam acompanhando todo esse processo. É fantástico quando ainda muito pequenininhos descobrem a si mesmos e iniciam um movimento de percepção de partes de seu próprio corpo. Com mais idade, o chão vira o limite e já começam a desvendar todo o ambiente à sua volta. Crescem mais um pouco e andar já não é mais novidade, agora há informações gritando por sua atenção. Logo depois vão para a escola e as experiências novas não param de aumentar.

Experimentando cada vez mais, as crianças nunca deixam de pedir nossa atenção, comprometimento e paciência. Estão em fase de aprendizado, de conhecerem tudo e mais um pouco, estão pedindo por limites. Sim! As crianças pedem limites! Já viu alguma criança chorando compulsivamente porque não quer tomar banho, comer ou fazer qualquer outra coisa porque “precisa” brincar? Faz parte da sua essência viver por aquilo que lhe dê prazer, ainda é muito nova para organizar em sua cabecinha e em suas emoções que pode e deve fazer de tudo um pouco. E é nesse momento que a paciência entra, afinal convencer as crianças de hoje em dia a terem uma rotina saudável, que não inclui somente brincar, ver tv, jogar no Ipad e em mais todos os seus eletrônicos, não tem sido tarefa muito fácil.

Imagine a simples tarefa de levar e buscar seus filhos na escola. Não é o caos? Trânsito terrível, sem lugar para parar o carro, horas para chegar à escola e horas para voltar para casa. Pois bem, quando ao final do dia busca o pequeno (a) na escola, uma carga de cansaço toma conta de você e não permite que a escuta e a atenção estejam livres para a relação com o seu filho. Conversar com ele já é lhe pedir demais, melhor ele assistir a um desenho. Pedir para a criança tomar banho ou fazer tarefa é aos gritos, afinal você já pediu mais de três vezes e ele fingiu que não era com ele. Ele quer te contar o que aconteceu na escola, mas o seu programa favorito vai começar e o seu dia foi muito cheio, já gastou toda a sua paciência com sua equipe de trabalho e você merece esse descanso.

Enfim, ter filhos não é fácil, educá-los para a vida é mais difícil ainda. Não significa que nunca mais poderá fazer nada sem a presença deles, pelo contrário, é muito saudável e importante que cada membro da família constitua a sua individualidade, tendo e fazendo programas que gosta, independente da presença do outro. A criança pode ter momentos em seu dia para fazer o que ela gosta e não necessariamente fazer junto com os seus pais (dependendo da idade e com o limite e a assistência dada por eles), o pai também pode ter os seus momentos sozinho, o que também acontece com a mãe. O casal também deve ter momentos só deles, que não incluem as crianças, mas os pais precisam ter momentos de qualidade em suas relações com seus filhos. Quando digo relações de qualidade, me refiro ao estar junto, estar presente, escutar em todos os sentidos o que a criança lhe diz, estando inteiro para o seu filho. E esses momentos podem ser de duas a três horas por dia para aqueles que necessitam trabalhar o dia todo e o seu tempo fica comprometido com outras atividades. Conheço pais que trabalham durante todo o dia, mas sabem utilizar muito bem as poucas horas que ficam na companhia de seus filhos. Trata-se de qualidade e não quantidade. Ficar o dia todo ao lado da criança, mas não desenvolver nada de legal, de saudável, é um estar junto sem realmente estar. E se você ainda não estiver bem e sem paciência, além da relação não ser boa, estará ensinando a seu filho a se comportar da mesma forma com as outras pessoas.

Resumindo, estar paciente é algo que vai lhe ajudar muito a se relacionar com o seu filho. A presença dela lhe dá condições para perceber o desenvolvimento da criança, ver possibilidades educacionais, ajudando e permitindo um desenvolvimento saudável não só para ela mas para toda a família. Pense nisso quando o estresse bater, a raiva subir e o grito quase sair!

 

 

Abaixo estão algumas dicas para exercitar a sua paciência;

1-1- Esteja bem com você mesmo (a)! A insatisfação chama a impaciência.

2-2- Procure ter momentos de lazer. Faça atividades que lhe deem prazer, você precisa se divertir!

3-3- Organize a sua agenda para se divertir com os pequenos. Passeios e brincadeiras em família são sempre bem vindos.

4- 4- Não se proponha a fazer algo com seu filho se não estiver bem. Se for brincar, conversar, assistir a um filme, esteja por inteiro. Não o faça respondendo e-mails de trabalho, nem conversando com amigos pelo celular ou fazendo qualquer outra coisa. Se não puder estar com ele por essas ou outras razões, converse com ele, explique o motivo da sua ausência naquele momento. A criança tende a entender quando você olha para ela e conversa tranquilamente.

5- 5- Respire e aceite situações que fujam do seu controle. Por mais bem organizado e planejado que você seja, você não tem controle das situações e das pessoas.

6  6- Não pegue todas as responsabilidades para si. Compartilhe com os envolvidos, inclusive com seus filhos.

 

E aí, o que achou? Como andam seus relacionamentos? A paciência está presente neles?

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